Sonora - Carteadas [binaural]

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Carteadas
por Sonora - músicas e feminismos

Carteadas é uma criação coletiva da equipe organizadora das atividades de 2019 da rede “Sonora - músicas e feminismos”. Parte de uma atividade lúdica realizada sobre cartas de Tarô (Marselha), com roteiro e direção pensados pelo grupo. Para uma melhor escuta e imersão neste trabalho, indicamos ouví-lo com fones de ouvido, pois foi captado com microfone binaural.

O baralho de Marselha utilizado foi a variação criada por Emil Aminollah Kazanlár, por conta de problemas étnicos e fraturas sociais, relativos ao tarô de marselha, que este carteado em especial suscita. O suporte para as práticas-narrativas do oráculo esteve sob a responsabilidade do Chico (Francisco Lauridsen - Jalala Amani), integrante da Sonora. A proposta inicial foi de Marina Mapurunga, integrante da Sonora.

Mais de uma semana antes da gravação - realizada no estúdio do Departamento de Música da ECA-USP (sala do NuSom) - foi feita uma leitura do Tarô visando atribuir a cada participante do projeto duas cartas inspiradoras para sua performance. Uma das cartas era um Arcano Maior e a outra um Arcano Menor Eis o jogo: a dimensão dos arcanos maiores era relativa e um campo pessoal, ‘indicador’, em que cada pessoa deveria se impregnar e estudar aquele Arcano, durante os dias de preparação. A dimensão dos arcanos menores era relativa à concretude da sua ação sonora sem palavra, como um ‘disparador’.

De posse desse material, cada membro(a) da Sonora estabeleceu algum tipo de contato com imagens afetivas-instintivas para sua criação sonora/vocal. Cada pessoa pôde, por exemplo, construir sua personagem, ainda que os problemas não precisassem ser postos nesses termos. O Tarô também definiu a ordem em que cada pessoa protagonizaria na performance coletiva, embora todos(as) se mantivessem “sonorizando” durante os quase 6 minutos de gravação. Assim se organizou um tecido intenso de vocalização coletiva: ambiente autônomo e no entanto catalisado e localizado continuamente pelos protagonismos.
Foi utilizado um microfone Binaural, que tem a capacidade de aproximar a captação a variáveis próprias a uma certa escuta particularmente humana, com suas sutilezas. O grupo se empenhou em usar o espaço de forma a potencializar e tirar proveito das possibilidades do equipamento. Foram realizadas improvisações com diferentes timbres, alturas, intensidades, intenções, deslocamentos e distâncias. Deste modo, cada participante viveu relações com as figuras, texturas emocionais e lugares existenciais das cartas do Tarô.

Foram realizadas três tomadas para chegar ao resultado final de Carteadas. As duas primeiras tomadas foram encaradas como exercícios para a performance final. A última tomada foi aproveitada praticamente toda, sem precisar de edição final.

Carteadas proporcionou ao grupo criador uma dinâmica lúdica, mística e terapêutica, que aproximou as pessoas integrantes, motivando-as a dar sequência ao projeto em outras performances coletivas.

Equipamento: microfone binaural para a gravação.

Ficha Técnica:
Vozes: Lílian Campesato, Eliana Monteiro da Silva, Dani Sou, Francisco Lauridsen (Jalala Amani), Carolina Andrade Oliveira, Flora Camargo Gurfinkel, Tide Borges e Marina Mapurunga.
Gravação: Pedro Paulo


Sonora: músicas e feminismos
Sonora: músicas e feminismos é uma rede colaborativa que reúne artistas e pesquisadorxs interessadxs em manifestações feministas no contexto das artes. Surgiu em abril de 2015 a partir da necessidade de trazer visibilidade e possibilitar o diálogo sobre o trabalho artístico das mulheres. Desde então, fazemos reuniões semanais presenciais no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com apoio do NuSom – Núcleo de Pesquisas em Sonologia da USP, com transmissão online e participação virtual de membrxs da rede. Sonora propõe a criação e ocupação de espaços, a realização de pesquisas e debates, e está envolvida em atividades musicais e sonoras de diversas vertentes. Sonora é atravessada por incertezas, indefinições, reticências, aberturas, afetividades, sensibilidades, ruídos.
Site: www.sonora.me

Carolina Andrade Oliveira: é regente coral, arranjadora, violonista e educadora. Licenciada e mestra em Música pela Universidade de São Paulo. Atualmente é doutoranda na mesma instituição, pesquisando sobre a formação de arranjadores vocais. É integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas Multidisciplinares nas Artes do Canto (GEPEMAC) e da rede Sonora: músicas e feminismos.

Daniela Souto (Dani Sou): é artista vocal, diretora e professora. Tem atuado em música, cinema e teatro. É mestranda no Departamento de Artes Cênicas na ECA-USP com o projeto "Vozes oniscientes: E se as bruxas fossem sons?" que investiga processos de composição vocal para video e performance. Participa do Coletivo Sonora: músicas e feminismos, do Nusom (ECA) e do LabArteMídia (ECA). Youtube: Dani Sou.

Eliana Monteiro da Silva: é pianista, Mestre e Doutora em Música pela ECA-USP onde atua na Pós-Graduação. Autora de livros e artigos em português e inglês, enfoca em suas pesquisas e recitais a produção musical de mulheres. Participa do Duo Ouvir Estrelas, do Grupo Polymnia e da rede Sonora: músicas e feminismos.

Flora Camargo Gurfinkel: é guitarrista e Graduanda em licenciatura em música na ECA-USP. Participa do Coletivo feminista da ECA desde 2016 e da Rede sonora: músicas e feminismos desde 2017.

Francisco Lauridsen (Jalala Amani): é artista e terapeuta multidisciplinar,
atuante em especial nas conexões e dramaturgias entre desenho, som e corpo. Coordena os núcleos de corpossom e em 2019 passou a participar da Orquestra Errante e da rede Sonora.

Lílian Campesato: é artista, pesquisadora e curadora. Doutora pela USP, atua principalmente nas seguintes áreas: estudos do som, música experimental, artes sonoras e feminismos. Seus trabalhos exploram a escuta como espaço de conflito, tendo a voz e o ruído como aspectos centrais. Pesquisadora do NuSom-USP e ativista da rede Sonora: músicas e feminismos.

Marina Mapurunga: é artista e pesquisadora que atua no campo do audiovisual, da arte sonora e da música. É professora de som do curso de Cinema da UFRB. Fundadora e coordenadora do SONatório. Doutoranda em Música (Sonologia) pela USP. Integrante da Rede Sonora: Músicas e Feminismos, do NuSom e da Orquestra Errante.

Tide Borges: é pesquisadora e professora do curso de Cinema da FAAP/SP. Graduada e Mestra em Cinema pela ECA/USP. Desde 1984 atua na área do som em curtas, longa-metragens e séries. Lista completa dos trabalhos Imdb: www.imdb.com/name/nm0096601/?ref_=nv_sr_1 . Pesquisadora do NuSom e ativista da rede Sonora: música e feminismos.

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from Vozes Sem Palavras, released March 19, 2020

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Sonatório Cachoeira, Brazil

Laboratório de Pesquisa, Prática e Experimentação Sonora. Projeto de Extensão do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

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